sexta-feira, 26 de março de 2010

Campanha CONSERTA O NARIZ FERNANDA

Minhas preces foram ouvidas e a Fernanda ganhou a prova do líder de ontem!

Agora vou começar a campanha pra ela ganhar o programa, já que só com Um milhão e meio pra consertar esse nariz torto! Quer argumento melhor?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Esse Mundo tá Perdido

Caralho!!!

Agora que deixaram a psicopata sem futuro e dançarina de puteiro profissional da LIA do BBB só falta os Nardoni serem inocentados e a Dilma ganhar as eleições.

Pronto falei

TO BBBEGE GENTE!!!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Corra Mamãe, CORRA!

Nem tudo são flores... Ou melhor, nem tudo são sorrisinhos, cheirinho de bebê, descobertas, carinhos.
Ser mãe tem um lado negro da força, que é na verdade uma parcela considerável da tarefa. Mas como a gente é mãe, e mãe é tudo boba mesmo,  a incursão no lado negro sempre vale a pena quando vemos o resultado!

Mas eu seria desonesta se não compartilhasse aqui os sentimentos nada nobres que podem passar pelo coração de uma mãe. Eu quis sair correndo!

Da minha casa, do meu espelho, do choro do meu filho com febre, do meu apartamento, da ex do Big, de pessoas inconvenientes da família que eu simplesmente não posso fazer virar fumaça... Eu quis chorar num cantinho, sozinha, por uns 20 minutos ouvindo Shakira cantar "Si te vás". Eu quis levantar da cama, fazer uma escova, botar um salto alto e ser feliz!

Mas o Theo tinha tomado vacina e chorava muito, com febre! Eu estava com sono, muito sono, preparei um banho pra ele, pra tentar baixar a febre. Minha cabeça explodia com aquele chorinho insistente. Peguei ele no colo e como se eu apertasse um botão de "eject" ele vomitou..
No meu cabelo, no meu peito, na minha perna, no meu chinelo. Merda. Vomitou de novo. No chão, no espelho, no carrinho dele e na girafa de pelúcia.
Coloquei ele no berço todo vomitado e fui limpar o estrago. Foi então que eu vi. Uma mulher ou um saco de batatas? Eu chorei. Sentei no chão vomitado e enquanto ouvia meu filho chorar chorei também. Eu não consigo ser tudo! Eu não preciso ser tudo...

Uma mãe de primeira, a madrasta mais legal, a atual mulher perfeita pra ex mulher, a terapeuta familiar pra familiares que não querem fazer terapia, a advogada bem empregada como auditora em banco, a namorada gostosa do meu Big, a mulher bem resolvida com seu corpo pós maternidade, aquela que consegue ficar mais magra do que antes de engravidar, a blogueira que só escreve textos bem humorados.

Eu tava chata, triste, acabada. Eu não tinha graça nenhuma. E tinham vomitado em mim Porra (No quesito vomito não importa se foi do seu filho, você sempre sai humilhada da situação).

Fica a dica.
1. Vacina de pneumonia da uma reação do caralho. Prepare-se com antecedência.
2. Chorar é sempre bom nessas horas.
3. Sentar no vômito não.

Ps: Se eu conseguir ser só boa mãe e madrasta, a namorada gostosa e continuar empregada já to feliz! O Resto, que se foda que eu sou FODA!!!

Ps2: O Theo é lindo demais! E ele pode vomitar em mim denovo que eu não guardo rancor, só não mira no cabelo né filhote...


Ps3: O Big me acha gotosa pra caralho. Foi ele que disse, juro!

Ps4: Foto do Theo tirada pelo paparazzo Little Big.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dogmas da Pós-Maternidade


Depois de 9 meses de gestação, e agora após 4 meses de exercício 24 por 48 da função mãe-do-Theo, eis que me vejo já discorrendo um tratado sobre todas as mãezices que minha mãe fez comigo e eu me vejo repetindo, aliás, esse é o meu primeiro dogma da maternidade. Segue a singela lista:

1. Se você acha que vai virar mãe e fazer tudo diferente do que sua mãe fez com você... I'm so sorry baby! Você é sim uma cópia malacabada da sua própria progenitora, isso inclui o apelido vexatório na porta da escola e o corte de cabelo xitãozinho-e-xororó na 3a série;

2. Quando o bebê nasce o corpo da mãe desenvolve mais 4 braços. Eu agora, por exemplo, digito o post, dou de mamar, tiro o esmalte, mudo de canal e bato palma ao mesmo tempo;

3. Mãe acha limpar com saliva a coisa mais lógica do mundo. Ela já tirou cocô da sua bunda, você já vomitou nela, babou nela, mijou nela...  Agora me dá um bom motivo pra ela não poder passar cuspe na sua cara!

4. Se um dia você tiver vergonha porque sua mãe dança esquisito pode ter certeza que a culpa é sua. As coreografias pra fazer o bebê comer, tomar suco ou não chorar enquanto a mamãe toma banho são elaboradíssimas.

5. Depois que a gente é mãe passa a ter muita, mas muita raiva de má mães. Ana Carolina Jatobá, A mãe da Maísa e  a Tessália (vamo combiná que deixar a filha ao léo pra entrar no Big Brother e se esfregar embaixo do edredom com um albino que já tinha namorada não é coisa de boa mãe fazer) deveriam ser castradas manja? Solução radical já, Tolerância Zero!

6. Na mesma linha, pessoas que não deveriam ter filhos; Segue o top five do gênero masculino.

1o - Alexandre Nardoni
2o - Pai do Alexandre Nardoni
3o - Mick Jager
4o - Gugu Liberato
5o - Michael Jackson

7. Mãe sempre tem razão quando manda pegar um casaquinho, não comer cachorro quente na rua ou não tentar imitar o Circo do Seu Léu na bicicleta.

8. A gente vira um poço de altruísmo, porque bem lá no fundo a gente sabe que o motorista imbecil do carro da frente já foi um neném, que a mãe dele cantava Saltimbancos pra ele dormir, tomava a tabuada e tirava satisfação na escola quando ele apanhava. Portanto, em consideração às mães de todos os babacas do mundo, a gente acaba ficando mais tolerante. (Sobre essa assunto eu sugiro a música "Saiba" do Arnaldo Antunes... Saiba, todo mundo foi neném, Hitler, Einstein e Sadam Hussein...)

9. Sua bondade aumenta, sua tolerância aumenta, sua paciência aumenta, enfim seu coração aumenta. Só isso explica eu ter alugado uma maquininha de tirar leite pra ordenhar a Vaca Tussa (essa da Vaca Tussa é ótima. Meu Primo de 5 anos: Sabe a Vaca Tussa? Minha irmã Olho Junto: não é a Vaca Tussa, é nem que a vaca tussa! Meu primo: Ahh, então você também não sabia que ela chamava Tussa...) que vos fala e doar o leite (litros!) que sobra no sutiã 84 pros bebês sem leite do Hospital da USP.

10. A gente olha pra trás e tudo que passou não foi nada, não teve graça nem importância. A maior aventura que pode existir é poder olhar pra alguém e chamar de filho.

sábado, 19 de dezembro de 2009

A mãe e o GPS


Às vezes nós subestimamos a velocidade com a qual uma criança é capaz de ficar traumatizada. Pense na sua infância, ou melhor nos seus traumas de infância e veja quão singelas foram as situações que os causaram.
No meu caso por exemplo, bastou tomar um caldo, seguindo de um rola na saudosa praia da Sununga em Ubatuba (onde caiçaras surfam em "aspirinas", o que é muito legal de se ver quando você não acabou de engolir 6 litros de água salgada e perdeu a parte de cima do bikini na frente dos amigos do seu irmão). Pronto! Trauma de mar.
Depois teve o clássico filme "Conta comigo", no qual uma turma de meninos sai a procura de um outro menino, e na ausência de qualquer adulto responsável acampa no meio do mato, conta histórias de terror nojentas sobre gordos que vomitam, encontram o menino morto na linha do trem e no final, já todos adultos, descobrimos que os amiguinhos morreram e o único que sobrou foi o cara que contava histórias de terror de gosto duvidoso. Fobia de linhas de trem. Outro trauma.

É tão fácil traumatizar uma criança que a gente quase nunca se dá conta.
Como na vez em que Mr. Big tinha que fazer um trabalho da pós, e Little Big e eu voltamos sozinhos da casa de VacaPri. A gente só tinha que atravessar a ponte estaiada (para LB é a ponte Estrelada), achar o estádio do Morumbi e ir pra casa ouvindo Edson Cordeiro cantando Bee Gees (não subestimem o gosto musical de Litle Big). Mas não... Eu não era intelectualmente capaz de achar o caminho de casa após deixar o MEU Big indefeso na casa de VacaPri, a mulher que ligou 12 vezes no celular dele quando soube que nós estávamos namorando. Fora o fato de que chovia granizo, eu estava com o carro do meu cunhado, e Litle Big insistia em pular sobre o câmbio do carro pra por "repeat" no Bee Gees.

Em alguns minutos eu estava perdida. Numa avenida grande, que tinha outra avenida grande do lado nas margens de um rio que começava a transbordar fazendo com que carros e caminhões lançassem cocô nas calçadas. Eu estava perdida, com o carro alheio, no meio da enchente de dejetos de são Paulo com um menino de 7 anos recém completos. E BIG ESTAVA NO APARTAMENTO MA-RA-VI-LHO-SO DA VACAPRI! Ok, nada podia piorar a situação certo? Eraado. Eu entrei em pânico! No fundo acho que foi tudo culpa do edson cordeiro. desliguei o rádio enquanto me perguntava em voz alta "Onde eu tô caralho? Ai meu deus me perdi com Little Big, o Big vai me matar! Tomara que essa água não suba mais. Onde eu tô???????"

Após ouvir todas essas palavras de conforto, Little Big respirou fundo e fez o que seu pai faria. Assumiu o controle da situação!

"marinha, eu sei onde a gente tá, meu tio trabalha aqui ó"- apontando a editora onde trabalha o titio boa pinta. Estávamos na marginal pinheiros. Ótimo, bom começo. Fiz o único caminho que eu sabia. Fui até meu antigo apartamento na Vila Madalena, e voltei pro morumbi. passamos por várias ruas alagadas enquanto eu tentava fazer little Big encarar aquilo como a maior aventura do mundo.

E assim ele ficou traumatizado. Andar de carro comigo é sempre, desde aquele fatídico dia, um momento de pura tensão! Essa semanas voltamos do oculista só nós e o Theo.
A cada minuto ele me dava um boletim visual imitando a careta do Ervilho na caderinha. Se passaram 20 minutos até que Little Big reuniu toda a coragem que um menino de quase 8 anos pode ter e perguntou: Mari, você tá perdida de novo? Porque eu sei onde a gente tá. Tá pertinho da nossa casa tá, não precisa ficar com medo não.

Pronto. E assim eu consegui fazer com que Little Big adquirisse um senso de localização invejável, uma ótima visão periférica além da enorme capacidade de ler placas de ruas e avenidas em São Paulo. Tudo isso vendo pelo lado bom. Do ponto de vista mais realista, serão anos de terapia pra superar o trauma que eu causei.

Portanto se você é mãe, madrasta, tia, tem amigas com filhos ou simplesmente é nó cega no trânsito paulistano em São paulo como eu, não arrisque gata, compre um GPS.

Vale o investimento agora pra não ter que gastar com o analista depois!