Eu sei que não costumo tratar de assuntos polêmicos por aqui, mãsss nos últimos dias um certo caso de polícia tem revirado meu estômago. Sim, falo do goleiro do flamengo, time que, me perdoem os flamenguistas, ultimamente mais parece facção do PCC.
O que tem revirado o meu estômago não é o fato de Eliza ter sido sequestrada, estrangulada, esquartejada e que partes de seu corpo alimentaram cães. Nem o fato de Bruno, sem a mínima piedade, a ter levado pra esse destino friamente, prometendo lhe dar um apartamento. Ou o fato da esposa dele, Dayane, ter tido conhecimento de tudo e permanecido calada.
O que revira meu estômago é saber que um bebê, uma criancinha de 4 meses, que ainda mama no peito presenciou tudo isso, teve a mãe assassinada brutalmente à mando do próprio pai e agora corre o risco de ficar ou com o avô, que é acusado do estupro de uma menina de 10 anos ou com a avó, que abondonou a própria filha quando ela tinha 3 anos.
Por diversas vezes eu quis chorar ao ver as fotinhos do bebê, com o rostinho quadriculado, no colo da mãe, depois de saber que ele foi arrancado daquele colinho quentinho que parecia o lugar mais seguro e gostoso do mundo, e levado para casa de desconhecidos, até ser resgatado pelo avô estuprador.
Eu queria pegar esse bebê no colo, dar de mamar pra ele, dar um banho bem gosotoso nele pra ele poder brincar na agua da banheira, queria cantar pra ele dormir e por ele no berço, pra ele saber que no dia seguinte ainda ia ter uma família.
Não sei que espécie de mãe Eliza seria, mas já não importa agora, porque ela não pôde nem tentar. Ainda bem que o tal Bruno não vai ter contato com o bebê, porque alguém que acha normal "sair na mão com a esposa" não merece a alegria de ter um filho mesmo. Agora, porquê um bebezinho que já sofreu tanto e já perdeu tanto tem de ficar com um avô estuprador ou uma avó sem coração?
Alôu senhor juiz da vara de família de Foz do Iguaçu, eu nunca pensei em adotar antes, mas o Theo e o Little Big iam mesmo gostar de um irmãozinho, e eu ainda tenho leite e tiraria mais 4 meses de licença maternidade pra amamentar o filho de Eliza, já que ela mesma não pode mais fazê-lo por motivos óbvios. Acalente o meu coração, me deixe cuidar desse bebezinho só um pouquinho pra ele entender que o mundo não é só todo esse horror que ele passou! Quem sabe assim eu durma bem pela primeira vez desde que vi a carinha desse bebê!
Sabe o que dói mais ainda? É imaginar quantos filhos de Eliza existem espalhados por esse país.
